Costumamos associar a alimentação ao peso, à energia ou à saúde do coração. Mas sabia que aquilo que coloca no prato também influencia a forma como se sente, pensa e reage ao dia a dia? A relação entre a alimentação e saúde mental é mais estreita do que parece.
Nos últimos anos, a ciência tem mostrado que o intestino e o cérebro comunicam de forma constante, e que uma alimentação equilibrada pode ser uma aliada importante do bem-estar emocional.
Neste artigo, explicamos de que forma a alimentação afeta a saúde mental, que nutrientes ajudam a cuidar da mente e que pequenos hábitos pode adotar já hoje.
De que forma a alimentação e saúde mental estão interligadas?
O intestino é por vezes chamado de “segundo cérebro”, e não é por acaso. É lá que se produz grande parte da serotonina, um dos neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar.
Quando a alimentação é pobre e desequilibrada, este sistema fica comprometido. Já uma dieta variada ajuda a manter estáveis os níveis de energia e de humor ao longo do dia.
Além disso, as oscilações bruscas de açúcar no sangue, provocadas por refeições muito ricas em açúcar e farinhas refinadas, podem contribuir para irritabilidade, cansaço e dificuldade de concentração.
Que nutrientes fazem bem à mente?
Alguns nutrientes destacam-se pelo seu papel no funcionamento do cérebro e na regulação do humor.

1. Ómega 3
Estas gorduras saudáveis são fundamentais para o cérebro. Encontram-se em peixes gordos (salmão, sardinha, cavala), nozes e sementes de linhaça e chia.
2. Vitaminas do complexo B
Participam na produção de energia e de neurotransmissores. Estão presentes nos cereais integrais, nos ovos, nas leguminosas e nos vegetais de folha verde.
3. Magnésio
Associado ao relaxamento e à gestão do stress, encontra-se nos frutos secos, nas leguminosas, no chocolate preto e nos vegetais verdes.
4. Triptofano
É a partir deste aminoácido que o corpo produz serotonina. Aparece em alimentos como ovos, laticínios, banana, aveia e frutos secos.
Que alimentos convém moderar?
Tão importante como o que se acrescenta é o que se reduz. O consumo excessivo de açúcar, de alimentos ultraprocessados e de álcool está associado a maiores oscilações de humor e a uma sensação de cansaço.
A ideia não é proibir, mas encontrar equilíbrio: quanto mais natural e variada for a base da sua alimentação, melhor tende a ser o seu bem-estar.
Pequenos hábitos que fazem a diferença
Cuidar da alimentação para apoiar a saúde mental não exige grandes revoluções. Comece por gestos simples:
- Fazer refeições regulares, para evitar quedas de energia;
- Incluir fruta e legumes em todas as refeições;
- Preferir cereais integrais aos refinados;
- Beber água ao longo do dia;
- Comer com calma e atenção, sem ecrãs.

Cuide do prato para cuidar da mente
A alimentação não substitui o acompanhamento psicológico ou médico quando ele é necessário, mas é uma peça valiosa do puzzle do bem-estar.
Ao dar mais atenção àquilo que come, está também a cuidar da forma como se sente. Comece com uma pequena mudança de cada vez e repare em como o seu corpo e a sua mente respondem.
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